domingo, 29 de dezembro de 2013

Um Dia me Perguntaram se eu Era Feliz


Um dia me perguntaram se eu era feliz;
Disse que sim.
Afinal, não sabia de facto o que era e o que sentia,
Como não sei até hoje.
Só sei que não sei quem sou...
Só sei que não sei o que sou...
Só sei que sou Descartes,
"Só sei que nada sei".
Eu, falso, fingido e sem caráter,
Fui capaz de mentir o que sentia...
Posso sentir tudo, menos felicidade.
Nasci revoltado,
Nasci no berço da solidão,
Que me cobre por angústias de um mundo.
Se hoje, novamente, perguntarem-me se sou feliz,
Hei, de responder com frieza extrema:
"NÃO SEI!"
E se me perguntarem por quê,
Responderei com alto tom:
"AS PESSOAS ME DEIXAM ASSIM."
Às vezes, acho que sou assim,
Depressivo,
Porque costumo me preocupar com os outros mais que comigo mesmo;
Mas não, não falo mal de outras pessoas...
Apenas me preocupo com elas, mais que comigo mesmo.
Um dia me perguntaram se eu era feliz;
Não sou mais,
Pois a última vez que me lembro de ter-me visto feliz,
Foi quando não fui concebido a esse mundo.
Um dia me perguntaram por quê eu não gosto de viver;
E eu respondi:
"GOSTO DE VIVER, SIM."
Afinal, dessa vez eu sabia o que sentia,
E não era isso.
Eu nunca pedi para nascer,
Nunca senti gosto por esse acto que muitos acham maravilhoso.
Nunca me senti feliz ao viver bons momentos da vida,
Porque a vida, ao todo,
É o pior momento para se viver.
Não sei o que a vida é,
Nem sei, pra quê ela serve,
Só sei de uma coisa:
Um dia me perguntaram se eu era feliz;
E eu disse, que a vida não me deixara ser de tal modo.

Simon-Poeta

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