Série Amor proibido

por Simon-Poeta

I Antologia "Whisky, Charuto e Poesia"

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

NA CALADA DA NOITE ME PEGO PENSANDO EM VOCÊ
PENSO NOS NOSSOS BEIJOS
NOSSO ABRAÇO
NOSSO AMOR
NOSSA CAMA VIRADA
NOSSAS ROUPAS PELO CHÃO
NO TESÃO GOSTOSO QUE SENTIMOS 
O AMOR LINDO QUE FAZEMOS
ADORO QUANDO SUSSURRA NO MEU OUVIDO
ADORO QUANDO ME ABRAÇA E FAZ O MUNDO PARAR
ADORO SUAS MÃOS PERCORRENDO O MEU CORPO
ME APERTANDO CONTRA SEU CORPO
ME FAZENDO DELIRAR
ADORO QUANDO ME BEIJA MEU CORPO SE ESTREMESSE TODO
ADORO QUANDO ME POSSUI E MOSTRA QUE SOU TODA SUA
ADORO ME PERDER NOS SEUS BRAÇOS E SABER QUE SOU IMPORTANTE
ADORO QUANDO TIRA MINHA ROUPA
ME TOCA E ME LEVA Á LOUCURA
ADORO TOCAR SEU CORPO NU
FASCINANTE
PERFEITO
ADORO QUANDO ME PEGA DE JEITO
ME FAZENDO SUSPIRAR
SEU TOQUE
SEU BEIJO
SEU ABRAÇO
TUDO EM VOCÊ ME ENLOUQUECE
FAZ COM Q MEUS SENTIMENTOS SE AFLOREM
MEU CORPO QUEIRA APENAS VOCÊ
E MESMO QUANDO ESTAMOS LONGE
É VOCÊ QUE QUERO
É SEU CORPO QUE DESEJO
É AO SEU LADO QUE ME SINTO MULHER
É AO SEU LADO QUE QUERO ESTAR
É VOCÊ QUE QUERO 
ATÉ O FIM


SÔNIA PC....

ESTUPIDEZ HUMANA


Quando nascemos,
Somos destinados a fazer o que a sociedade quer...
Os homens fazem xixi de pé, e as mulheres sentadas...
Somos obrigados a aprendermos que o espiritismo é obra do diabo,
Aprendemos também que Deus está apenas na igreja católica ou na evangélica...
As pessoas devem ser heteras,
Senão são vistas com diferença e até como aberrações.
Temos um nariz no centro da face...
Nossa tez nasce lisa e a cada semana, vai engrossando e ficando seca.
Somos também obrigados a acreditar que Deus existe, e se acreditarmos, somos obrigados a ouvir que Ele é bondoso e gentil.
Temos o diabo como referência do mal, e o mal como referência da morte...
Não entendo como os padres ainda dizem:
Deus o levou à morte para a vida eterna...
Mas Ele mesmo matou. Então não seria Ele o fruto do mal?
Somos obrigados a ter um pai e uma mãe...
Os casais do mesmo sexo não podem ter sua prole...
Deus queria que o mundo não caísse em pecado,
Mas mesmo assim criou o demônio.
Ele não sabe de tudo que acontecerá no futuro?
Então como não previu que o diabo iria querer o mal para a humanidade?
Nós somos obrigados a seguir leis, ordens e regras...
Dizem eles que por um país e um mundo melhor.
As regras que mudam o mundo, são aquelas do amor... sem guerra...
Os que mais dizem não a guerra, são os primeiros a atirarem a bomba.
Ah! Nós humanos...
Tão frágeis,
Tão héteros,
Tão racistas...
Tão coloridos.
Tão religiosos!
Somos governados por quem talvez nem se importa conosco, e talvez nem pensa em nós. Somos obrigados a abaixar o tom de voz aos mais velhos, mesmo quando estão errados.
Quando os pais estão errados, têm razão para todo mundo.
Seus irmãos chamam a atenção do sobrinho porque não está conversando com o próprio pai... sabe que o pai está errado, pelo pior modo de se criar um filho, mas o defende.
Somos obrigados a andarmos vestidos... pois a roupa define o caráter da pessoa.
Somos obrigados a ver os milionários com diferença, pois dependemos deles, embora digam sempre, nos comerciais da TV: "Você é a nossa atenção...", "Nós precisamos de você!".
Somos obrigados desde que nascemos, a honrar a Pátria... por pior que seja ou que esteja...
Somos obrigados a cantar o Hino Nacional nas escolas... quem não fizer isso fica de castigo.
Chamam nossa atenção quando não comemos verduras...
Eles nem mesmo conhecem nossos dias e nossas vidas.
Quando alguém entra em depressão, é vista com maus olhos, porque são fracas e humanas demais... são frágeis e se emocionam por qualquer coisa.
Todos querem que o filho seja um advogado, um médico... mas não imploram para que sejam pedreiros, garis ou fazendeiros... imagine se o mundo não puder ter mais prédios em cima de prédios... imagine todos sem o arroz e sem o feijão para o almoço.
Os mercados vazios, sem ninguém para trabalhar nos caixas por medo de serem roubados.
O mundo é estúpido....
O mundo é inútil.
Tudo que eles impõem para nossa vida, obedecemos em silêncio.
Nada, é mais convincente, que viver livre... livre como um passarinho.
Mas de nada adianta essa desgraça tosca.
Pegam os passarinhos e os prendem em gaiolas, para admirar a beleza de seu canto de sofrimento e saudade. 
Saudade de seus voos planados, compostos por alegria infinita, e felicidade constante.
Ah! Queria eu não ter vindo a esse mundo...
Queria eu não ter existido e nem imaginado, pelo inferno e pelo céu. Queria eu ser nada... mais nada do que sou.
Não existo para o sistema...
Não queria existir para mim mesmo!

Simon-Poeta

Seu Jeito

Você tem um jeito,
De quem nunca amou,
Com os seus trejeitos,
De um sonhador.

Você tem um jeito,
De inocente...
Meu peito crê que sim...
Mas quem não crê é minha mente.

Você tem um jeito,
De quem ama rock...
Somos ainda jovens suspeitos,
De uma velhice precoce.

Você tem um jeito,
De menino levado,
Mas o bater de teu coração,
Diz que é melhor eu ficar ao teu lado.

Você tem um jeito,
Que me olha e me diz...
Como por si só, seu jeito falasse,
Que comigo quer ser feliz.

Você tem um jeito,
Que me leva a crer,
Que por toda minha vida,
Amarei apenas você.

Simon-Poeta

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

SINTO SEU CHEIRO POR ONDE QUER QUE EU VÁ
VEJO SEU OLHAR EM OUTROS OLHARES
SINTO SEU BEIJO COMO UMA BRISA SUAVE A ME TOCAR
SINTO O CALOR DO SEU CORPO QUANDO ADORMEÇO
NADA E NEM NINGUÉM PODERÁ ME FAZER SENTIR O QUE SINTO POR VOCÊ
TUDO ENTRE NÓS ACONTECEU DE REPENTE
FOI COMO MÁGICA
O SEU JEITO SAFADO DE ME OLHAR
ME FAZ TER PENSAMENTOS UM TANTO PECAMINOSOS
TUDO ENTRE A GENTE SE ENCAIXA PERFEITAMENTE
NOSSO CORPO
NOSSAS MÃOS
NOSSAS BOCAS
NOSSA COR É PERFEITA
O BRANCO E O PRETO
FASCINANTE MISTURA
QUANDO NOS UNIMOS
NÃO SOMOS DOIS
NOS TORNAMOS APENAS UM
NOSSA MISTURA DELICIOSA
NOSSO CHEIRO
NOSSO SUOR
TUDO PERFEITO
ALGO QUE NUNCA SENTI
NUNCA VIVI
QUERO VIVER CADA DIA MAIS
QUERO SENTIR CADA DIA MAIS
QUERO VOCÊ
NESSA MISTURA LOUCA
E DELICIOSA
DE AMOR
TESÃO E
PRAZER

SÔNIA PC


Uso-te...

Uso-te...
Aproveito sua inocência,
E uso-te...
Tiro minha carência.

Tomo-te...
Em meus braços fortes,
E tomo-te...
Para que louca fiques.

Bebo-te...
Para que se entregue a mim,
E bebo-te...
Aproveitando de seus desejos.

Vivo-te...
Depois daquela noite,
Vivo-te...
Só penso em ti.

Cala-te...
E voltes pra mim,
E cala-te...
Ama-me sem fim.

Simon-Poeta

O Amor é Cego

O amor é cego...
Isso não nego.
A cegueira do amor,
Dá espeço à eterna dor.

O amor é cego...
Isso não nego.
Tem gente que é ruim,
E é amada mesmo assim.

O amor é cego...
A esse pensamento me apego.
Não se escolhe quem ama,
E nem com quem se vai à cama.

O amor é cego...
Sei disso, pois me entrego,
Todo dia à um amor que não enxerga...
Vivo com uma palerma.

Cegueira


Às vezes me vejo pelo espelho,
E percebo minhas rugas,
Que como regra se fazem muitas...
Branco está meu cabelo.

Às vezes me sinto incapaz,
De levantar-me da cama,
Ao perceber que ninguém me chama,
Como chamam os outros e café os traz.

Sempre me sinto inútil,
Pelo mundo que me odeia,
E ganha a mesma coisa que me oferece por beiras,
De uma solidão fútil.

Todos os dias olho para mim mesmo,
E me vejo como cego...
Sim, às vezes me vejo como cego, pois me apego,
A tudo que é esmo.

Às vezes abro os olhos...
Fecho-os novamente.
Minha mente é muito pequena,
Não enxergo nem mesmo com óculos.

Sempre que me sinto assim,
Vejo que sou cego,
Usam-me como um lego,
Riem e abusam de mim.

Não tenho mente aberta,
Pois fecham-na sempre...
Assim, quem mente,
Fica sem ser por mim descoberta.

Às vezes sou louco,
Sempre sou cego,
A tudo me apego,
Pois sou um cidadão morto.

Simon-Poeta

Suas Teias

Não quero-te mais!
Mas me chamas para teu corpo...
Faz-me de louco;
Sinto-me incapaz.


Aranha elegante,
Prende-me em tuas teias,
Antes de usar-me, meu manual leia,
Depois usa-me como teu amante...

Teu corpo nu...
Meus olhos saltitantes,
Querendo apenas viver os poucos instantes,
Que me restam junto a tu.

Quanto mais quero fugir de ti,
Mais prende-me em teus laços,
E em teus abraços,
Usa-me assim.

Não consigo mais viver sem teu ventre...
Habituei-me em teu ser...
Preciso de imediato lhe esquecer,
E deixar em paz minha mente.

Preciso saber como é ser livre...
Voar como uma mosca,
Mas nada adianta, pois tosca,
Prende-me em tuas teias, pois sem mim não vive.

Simon-Poeta

O Mundo Sem Escritores

Ah! O que do mundo sem nós?
Sem alguém pra sonhar alto,

Falar baixo em alta voz,
Fingir que a vida é um riacho...

Ah! O que deles sem nós?
Sem alguém pra ser melancólico,
Sem alguém pra levar a culpa de atroz,
E viver a morte como um mundo simbólico.

Ah! O que deles sem nós?
Sem consolos escritos em papel...
Sem vida, sem vós....

Reflete-se no céu,
O que deles sem nossos escritos?
O que deles sem nosso papel?

Simon-Poeta

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

OLHARES 
SORRISOS 
ABRAÇOS 
MÃOS 
SONHOS 
DESEJOS 
TESÃO 
AMOR 
LOUCURA 
SENTIMENTOS 
SAUDADES 
CORPOS 
UNIÃO 
OBSESSÃO 
TUDO JUNTO E MISTURADO 
EU E VOCÊ 
NÓS 
NADA PERFEITO 
E AO MESMO TEMPO PERFEITO 
NADA JUSTO 
E NADA INJUSTO TAMBÉM 
INSENSATEZ? 
TALVEZ 
MAS DE Q ADIANTA SER NORMAL 
SE O AMOR E A LOUCURA CAMINHAM DE MÃOS DADAS??? 










SÔNIA PC 


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

LEMBRO DO SEU OLHAR
DO SEU JEITO DE FALAR 
DO JEITO DE SORRIR 
LEMBRO DO SEU ABRAÇO 
LEMBRO DO SEU BEIJO 
LEMBRO DA PRIMEIRA VEZ Q NOS FALAMOS 
LEMBRO DA PRIMEIRA VEZ Q TE VI
LEMBRO DA PRIMEIRA VEZ Q TE ABRACEI 
LEMBRO DA PRIMEIRA VEZ Q TE AMEI 
LEMBRO DOS NOSSOS SORRISOS 
LEMBRO DAS BRINCADEIRAS 
LEMBRO DO TOQUE DAS SUAS MÃOS 
LEMBRO DOS BEIJOS NO MEU CORPO 
LEMBRO DOS NOSSOS COPROS SUADOS 
LEMBRO DAS MÃOS ENTRELAÇADAS 
LEMBRO DO NOSSO AMOR 
ONDE TUDO ERA LINDO 
E NADA ERA PERFEITO 
LEMBRANÇAS? 
TALVEZ 
PORQUÊ NADA SE PERDE 
O AMOR NUNCA É ESQUECIDO 
O DESEJO NUNCA É DEIXADO DE LADO 
ÁS VEZES TUDO Q PRECISAMOS 
É DE UM TEMPO 
PRA PENSAR 
REFLETIR 
E TER A CERTEZA 
DE QUE ESSA É A PESSOA 
Q QUEREMOS P RESTO DAS NOSSAS VIDAS 
E DESCOBRI 
QUE É EXATAMENTE O QUE QUERO...... 

SÔNIA PC

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

SABE AQUELA PESSOA QUE VOCÊ CONHECE E ACHA ATÉ MEIO SEM GRAÇA
VOCÊ IMAGINA A PESSOA COMO UMA AMIZADE
BATE PAPO
TROCA MUITAS IDÉIAS
O TEMPO VAI PASSANDO
E VOCÊ VAI PERCEBENDO QUE ELA NÃO É TÃO SEM GRAÇA
O PAPO VAI FICANDO CADA DIA MAIS LEGAL
AS IDÉIAS VÃO BATENDO
O TEMPO PASSA MAIS UM POUCO
E VOCÊ CONVERSA COMO SE A PESSOA FOSSE CONHECIDA A MUITO MAIS TEMPO
PASSA MAIS UM TEMPO
O PAPO FLUI CADA VEZ MELHOR
AS IDÉIAS SE TORNAM INTERESSANTES
A PESSOA JÁ DEIXA DE SER APENAS UMA AMIGA
VOCÊ VAI NOTANDO MUITAS QUALIDADES
DE REPENTE
JÁ SE FALAM PELO CELULAR
ALGUMAS MENSAGENS
UM BATE PAPO PELO CELULAR
AS IDÉIAS ESTÃO CADA VEZ MAIS PERFEITAS
QUANDO MENOS ESPERA
O CORAÇÃO DISPARA TODA VEZ QUE A PESSOA APARECE
UMA MENSAGEM INESPERADA TE FAZ SORRIR
E CHEGA UMA HORA QUE O CORAÇÃO DIZ
ESPERA
TEM ALGO MAIS FORTE Q UMA SIMPLES AMIZADE
VOCÊ JÁ DORME E ACORDA PENSANDO NA PESSOA
VOCÊ SORRI TODA VEZ QUE PENSA NELA
AI VOCÊ PERCEBE QUE PASSA MAIS TEMPO PENSANDO NA PESSOA
E TAMBÉM PERCEBE QUE A AMIZADE ACABOU
E DEU LUGAR PARA O AMOR
DÁ MEDO?
SIM
MUITAS VEZES
MAS ENFIM
A MELHOR SAÍDA
DEIXAR ACONTECER
E O QUE TIVER QUE SER...... SERÁ


SÔNIA PC

domingo, 26 de janeiro de 2014

SONHADORA APAIXONADA

EU VIAJO EM MEUS PENSAMENTOS
FLUTUO COMO SE TIVESSE NUMA NUVEM BEM BRANQUINHA
IMAGINO TANTAS COISAS
FAÇO MUITOS PLANOS
LEMBRO DE COISAS DO PASSADO
ALGUMAS ALEGRES
OUTRAS NEM TANTO
PESSOAS QUE PASSARAM E FICARAM UM TEMPO
ALGUMAS QUE PASSARAM MENOS TEMPO
PESSOAS QUE HOJE QUANDO LEMBRO ME FAZEM SORRIR
PESSOAS QUE MARCARAM MINHA VIDA
PESSOAS QUE CONHECI
E NÃO ESTÃO MAIS NESSE PLANO
TENHO SAUDADES DE COISAS QUE VIVI
AMIGOS
PROFESSORES
FAMÍLIA
ÁS VEZES SINTO FALTA DE QUEM EU ERA
MAS ÁS VEZES QUERO ESQUECER
SINTO FALTA DE AMIZADES SINCERAS
SINTO FALTA DE NÃO TER TANTA PREOCUPAÇÕES
MAS EU PARO E PENSO
HOJE TENHO POUCOS AMIGOS
MAS SÃO OS MELHORES
PERDI PESSOAS QUERIDAS
MAS SEI QUE ESTÃO EM ÓTIMAS MÃOS 
TENHO MIL PREOCUPAÇÕES
MAS SE NÃO FOSSEM ELAS
EU NÃO TERIA AMADURECIDO
O PASSADO É LEGAL?
SIM
DEVEMOS NOS LEMBRAR DELE
MAS JAMAIS TENTAR VIVÊ-LO
O QUE PASSOU NÃO VOLTA MAIS
SE ME ARREPENDO DE COISAS QUE FIZ?
SIM
MAS TAMBÉM ME ARREPENDO DE COISAS Q NÃO FIZ
HOJE CRESCI
AMADURECI
APRENDI
SE QUERO VOLTAR AO PASSADO?
NÃO
QUERO SEGUIR EM FRENTE
E DEIXAR DEUS GUIAR MEUS PASSOS


SÔNIA PC

sábado, 25 de janeiro de 2014

Beijinhos Pra Você

OUÇO SEUS PASSOS
MEU CORAÇÃO JÁ DISPARA
NO QUARTO ESTOU A SUA ESPERA
DE OLHOS FECHADOS
ESTOU A SONHAR
DE REPENTE SINTO SUAS MÃOS
PASSAREM PELO MEU ROSTO
COMO SE FOSSE UMA BRISA
SINTO SEU BEIJO
COMO O SOL A ME TOCAR
VOCÊ LENTAMENTE
VAI PERCORRENDO MEU CORPO
COM SUA BOCA
SUAS CARICIAS
ME ENVOLVENDO
SUA BOCA DESLIZANDO PELO MEU CORPO NU
AQUELE FOGO SUBINDO
ME FAZENDO DELIRAR
EU ME VIRO E ENCONTRO SUA BOCA
ENCARO SEUS OLHOS
VEJO SEU DESEJO
SUA VONTADE DE ME POSSUIR
CADA VEZ MAIS AFOITO
EU VOU ENLOUQUECENDO
PERDENDO A RAZÃO
QUERENDO CADA VEZ MAIS SER POSSUÍDA
NOSSAS ROUPAS ESPALHADAS PELO CHÃO
NOSSA CAMA JÁ BAGUNÇADA
LÁ FORA A LUA
AS ESTRELAS
E NO NOSSO QUARTO
EU E VOCÊ
E NOSSO TESÃO
EU E VOCÊ E NOSSO DESEJO
EU E VOCÊ E NOSSO AMOR......

SÔNIA PC

GOSTARIA DE PODER DIZER ADEUS

GOSTARIA DE NÃO MAIS LEMBRAR DO SEU SORRISO
GOSTARIA DE NÃO MAIS PENSAR EM VOCÊ
GOSTARIA DE NÃO MAIS SENTIR SEU CHEIRO
GOSTARIA DE NÃO MAIS SENTIR SEU GOSTO
GOSTARIA DE TE ESQUECER
É DIFÍCIL LEMBRAR QUANDO SE TEM VONTADE DE ESQUECER
PRECISO APAGAR VOCÊ DE DENTRO DE MIM
APAGAR VOCÊ DA MINHA ALMA
MAS CADA VEZ QUE PENSO NISSO
TE AMO MAIS AINDA
A VIDA É UMA CAIXINHA DE SURPRESA
ASSIM COMO OS SENTIMENTOS
E QUANTO MAIS TE QUERO DISTANTE
MAIS TE QUERO PRESENTE
O CORAÇÃO É BOBO
A RAZÃO INSANA
OS DOIS JUNTOS
SE MISTURAM
E QUANTO MAIS ME AFASTO
MAIS ME PRENDO
DIZEM QUE O TEMPO CURA TUDO
MAS PARECE QUE NESSE CASO
APENAS DÓI MAIS A SAUDADE

SÔNIA PC

A VIDA É APENAS UMA PASSAGEM

A VIDA É APENAS UMA PASSAGEM
VIVA
CURTA
SORRIA
NÃO DEIXE QUE NADA ATRAPALHE SUA FELICIDADE
NÃO DEIXE QUE SUA FELICIDADE DEPENDA DE ALGUÉM
VIVA POR VOCÊ
AME MAS NUNCA PERMITA QUE TE FAÇAM SOFRER
AS PESSOAS VÃO TE FAZER SOFRER
E MUITAS VEZES DEIXAR VOCÊ DESANIMADA
MAS LEVANTE A CABEÇA
SIGA SEU CORAÇÃO
MAS NÃO DEIXE SUA RAZÃO DE LADO
AS PESSOAS APARECEM EM NOSSA VIDA
MAS APENAS FICAM AS QUE A GENTE PERMITE
APENAS FICAM AS QUE REALMENTE QUEREM FICAR
SOLIDÃO DÓI?
SIM
MAS MUITAS VEZES É ONDE PODEMOS PARAR E PENSAR
BOTAR AS IDÉIAS NO LUGAR
MUITAS VEZES O CORAÇÃO FALA MAIS ALTO QUE A RAZÃO
MAS NÃO DEIXE DE OUVIR A RAZÃO
ELA TAMBÉM É NOSSA CONSELHEIRA
NOSSA AMIGA
ENTÃO
FAÇA VALER A PENA
CADA MINUTO NESSE PLANETA
VIVA COM VONTADE
AME COM SINCERIDADE
SORRIA
MESMO SENDO UM SORRISO FALSO
PORQUÊ MUITO MAIS TRISTE
É ALGUÉM QUE NÃO SABE SORRIR


SÔNIA PC....

Protejo-te de Tudo

Não precisa temer,
Não ouse teimar...
Vou lhe defender,
E ao mesmo tempo te amar.

Não precisa sofrer,
Não precisa chorar...
Vou viver você,
Mesmo escondida irei te achar.

Nosso amor sobreviverá,
Os desgastes da vida...
Oh! Minha querida;

Nasci pra te amar,
E amarei nossas vidas,
Juntas, eternas, unidas.

Simon-Poeta

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Lembrança

Lembro-me de ti,
Ao olhar o jardim,
Que cuidou com tanto esmero...
Com as flores dançavas bolero.

Lembro-me de teu cheiro,
Que toma conta do mundo inteiro...
O mais sensíveis olfatos podem perceber,
O perfume que emana de você.

Ao ver que deixou numa estátua,
A rosa que usavas no cabelo...
Ah! Me emocionei!

Dos teus lábios me lembrei...
Vi-te pelo espelho,
Pois descobri que ainda te amava.

Simon-Poeta

A Ti Me Entreguei



Sempre te amei...
E a ti me entreguei;
Oh! Se entregue!

Simon-Poeta

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Faça Silêncio!...

Faça silêncio,
E me beije o máximo que puder...
Essa noite, vamos viver nosso amor,
De um homem e uma mulher.

Quero ouvir-te calada...
Sua voz é mais bela assim.
O amor fala por nós e por
Nossa paixão sem fim.

Sua boca me alimenta,
Como substância nenhuma me alimentou,
Amo-te como nunca amei ninguém.

És do meu amor refém...
Sei que também um dia me amou.
Sua alma é minha tormenta... seu silêncio é meu penhor.

Simon-Poeta

Dezessete Sílabas

Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba
Sílaba

ISSO É UM HAIKAI

Um Abraço Teu



Um abraço teu
Me faz amar-te sem saber
A razão disso.

Simon-Poeta

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DUETO: DOIS SERES, UMA PAIXÃO

EU E MEU AMIGO JOSUÉ FIZEMOS UM DUETO... EU FUI O EU LÍRICO MASCULINO E ELE O FEMININO. VEJAM SÓ:

(Josué)
Não sei o que se passa dentro de mim
Amor, mudei, tudo mudou, o ontem
Me parece diferente, não sei nem como
Respiro, como vivo, sabendo que tenho
Você tão longe de mim.

(Simon)
Também sinto tua falta,
Nosso amor sempre reinou em minha vida...
Oh! Minha querida,
Minha saudade por ti é infinda...

(Josué)
Ai meu amor, que bom saber que a mesma
Dor que conclamo, tu sentes,
Somos duas almas junta, que se transbordam,
Que se comunicam, pela química infinita,
Ai que amor meu peito sente.

(Simon)
Somos um,
À partir do primeiro toque de nossas bocas,
A vontade louca do amor,
Veio e nos mostrou,
O que somos de verdade:
DOIS SERES. UMA PAIXÃO.

Simon-Poeta & Josué D'Brytto

Pela Manhã

Beijos nos envolvem...
Na manhã esperada,
Por um milhão de casais,
Que caminham nessa mesma estrada.

Abraços nos esperam...
Para vivermos intensamente,
Esse nosso amor,
Que existe felizmente.

Olhares nos convidam...
Para nos apaixonarmos mais ainda,
Pois tudo que existe entro nós,
É apenas uma esperança linda.

O amor nos obriga...
A declararmo-nos cada vez mais,
Pois assim confirmaremos,
Que nossos sentimentos não são artificiais.

Simon-Poeta

Me Fazes Ser Assim

Quando estou impossível,
Faz-me acreditar,
Que possível,
Podes me tornar.

Quando estou sozinho,
Faz-me perceber,
Que bem acompanhado,
Podes me fazer.

Quando estou triste,
Me faz prestar atenção,
Na realidade que existe,
Por tua causa, em meu coração.

Quando estou alegre,
Mais alegre ainda me fazes,
Pois em tua pele,
Encontro um dos refúgios mais eficazes:
SEUS BEIJOS.

Simon-Poeta

O Amor

Um olhar.
Um beijo.
O jeito de amar.
O desejo.

A vida.
O chão.
A ferida
Em cada coração.

O sonho.
O prazer.
A alegria.

A agonia
De estar longe de você,
Me deixa tristonho.

Simon-Poeta

domingo, 19 de janeiro de 2014

Sê Bem Vindo à Minha Casa, Mister Poe

Num Retrato Oval colocarei uma pintura magnífica,
Para entrares em minha casa e teres prazer em apreciá-la.
Evitar as razões de evitá-la;
Escrevendo ficção científica.

O Corvo está na janela,
Como se procurasse alguém para agourar,
Por causa do corvo queres aqui morar,
E apreciares aquela ave e tudo que acontece com ela.

O seu Coração Denunciador 
Me faz acreditar,
Que todos sabem amar,
Até mesmo quem escreve terror.

Sei que Tudo que amei amei sozinho,
Mas quero, mesmo assim, te parabenizar,
Pelas coisas que escreves e nos faz pensar,
Em tudo que acontece na realidade de um idoso à um menino.

Nos despedimos então, agora;
Depois de tanto conversarmos,
Aprendemos o que vivemos e se juntos vivenciarmos,
Veremos que algo nos espera: O Gato Preto, lá fora.

Poe, saiba que gostei da visita,
Volte sempre, por favor,
Traga também sua série de contos de horror,
Vamos ver se minha mente fica um pouco mais aflita.

In Memoriam, Edgar Allan Poe

Olha só pessoal, que vídeo super interessante... o Poe-tle... (risos)



Mister Poe, parabéns pelos seus 205 anos e com um corpinho de 40 (pra quem não sabe Poe morreu com 40 anos). \õ/ Me orgulho de ser seu fã, e não me arrependo do dia em que te conheci... ah! Foi o melhor dia da minha vida... essa é minha homenagem a você, seu gênio!

\õ/ Vamos soprar 205 velinhas para comemorar os 205 aninhos de Edgar Allan Poe!!! E que venham mais 205... mil anos pela frente!


Quem faz aniversário é o Poe mas quem quer ganhar presente sou eu... quem pode me dar essas duas canecas de presente?


Então, Poe, espero que tenha gostado das minhas homenagens... estou representando todo Brasil mostrando meu amor (e de muitos outros brasileiros) por ti!

VIVA POOOOOE!!!

Simon-Poeta

Belo amor

Queria amar,
nem que fosse por um dia,
ter-te ao meu lado,
ter sua companhia...

Queria viver apenas para
te ouvir falar,
falar que me ama, de verdade
sem ter que inventar...

Ai como queria que as juras,
não fossem falsas,
e as palavras vazias,
ai como queria ilusão...

Como seria bom se tudo
terminasse em amor,
ou ao menos não terminasse
em tristeza...

Ai como queria, amor todo dia,
amar de verdade, ou nunca
mais se enganar, não dá a quem não
merece, meu pobre coração,
meu pobre coração...

O Retrato Oval - Edgar Allan Poe


Hoje, 19 de janeiro de 2014, Edgar Allan Poe faz o 205º aniversário. Parabéns, Poe!

   O château em que meu criado se arriscara a forçar entrada, em vez de me deixar, em minha desesperadora condição de ferido, passar uma noite ao relento, era uma daquelas construções mesclando melancolia e grandeza que por muito tempo carranquearam entre os Apeninos, tanto na realidade quanto na imaginação da Sra. Radcliffe. Ao que tudo indicava, fora abandonado havia pouco e temporariamente. Acomodamo-nos num dos quartos menores e menos suntuosamente mobiliados, que ficava num remoto torreão do edifício. Sua decoração era rica, porém esfarrapada e antiga. As paredes estavam forradas com tapeçarias e ornadas com diversos e multiformes troféus heráldicos, juntamente com um número inusual de espirituosas pinturas modernas em molduras de ricos arabescos dourados. Por essas pinturas, que pendiam das paredes não só de suas principais superfícies, mas de muitos recessos que a arquitetura bizarra do château fez necessários; por essas pinturas meu delírio incipiente, talvez, fizera-me tomar interesse profundo; de modo que ordenei a Pedro fechar os pesados postigos do quarto – visto que já era noite – acender as chamas de um alto candelabro que se encontrava à cabeceira de minha cama e abrir amplamente as cortinas franjadas de veludo negro que a envolviam. Desejei que tudo isso fosse feito para que pudesse abandonar-me, ao menos alternativamente, se não adormecesse, à contemplação das pinturas e à leitura atenta de um pequeno volume encontrado sobre o travesseiro, que se propunha a criticá-las e descrevê-las.

   Por longo, longo tempo li, e com devoção e dedicação contemplei-as. Rápidas e gloriosas, as horas voaram e a meia-noite profunda veio. A posição do candelabro me desagradava, e estendendo a mão com dificuldade, em vez de perturbar meu criado adormecido, ajeitei-o a fim de lançar seus raios de luz mais em cheio sobre o livro.

   Mas a ação produziu um efeito completamente imprevisto. Os raios das numerosas velas (pois eram muitas) agora caíam num nicho do quarto que até o momento estivera mergulhado em profunda sombra por uma das colunas da cama. Assim, vi sob a luz vívida um quadro não notado antes. Era o retrato de uma jovem, quase mulher feita. Olhei a pintura apressadamente e fechei os olhos. Não foi a princípio claro para minha própria percepção por que fiz isso. Todavia, enquanto minhas pálpebras permaneciam dessa forma fechadas, revi na mente a reação de fechá-las. Foi um movimento impulsivo para ganhar tempo para pensar – para me certificar de que minha vista não me enganara – para acalmar e dominar minha fantasia para uma observação mais calma e segura. Momentos depois, novamente olhei fixamente a pintura.

    O que agora eu via, certamente não podia e não queria duvidar, pois o primeiro clarão das velas sobre a tela dissipara o estupor de sonho que me roubava os sentidos, despertando-me imediatamente à realidade.

   O retrato, já o disse, era o de uma jovem. Uma mera cabeça e ombros, feitos à maneira denominada tecnicamente de vinheta, muito ao estilo das cabeças favoritas de Sully. Os braços, o busto e as pontas dos radiantes cabelos se dissolviam imperceptivelmente na vaga mas profunda sombra que formava o fundo do conjunto. A moldura era oval, ricamente dourada e filigranada à mourisca. Como objeto artístico, nada poderia ser mais admirável do que aquela pintura em si. Mas não seria a elaboração da obra nem a beleza imortal daquela face o que tão repentinamente e com veemência comoveu-me. Tampouco teria minha fantasia, sacudida de seu meio-sono, tomado a cabeça pela de uma pessoa viva. Vi logo que as peculiaridades do desenho, do vinhetado e da moldura devem ter dissipado instantaneamente tal idéia – e até mesmo evitado sua cogitação momentânea. Pensando seriamente acerca desses pontos, permaneci, talvez uma hora, meio sentado, meio reclinado, com minha vista pregada ao retrato. Enfim, satisfeito com o verdadeiro segredo de seu efeito, caí de costas na cama. Descobrira o feitiço do quadro numa absoluta naturalidade de expressão, a qual primeiro espantou-me e por fim me confundiu, dominou-me e me aterrorizou. Com profundo e reverente temor, recoloquei o candelabro na posição anterior. Sendo a causa de minha profunda agitação colocada assim fora de vista, busquei avidamente o volume que tratava das pinturas e suas histórias. Dirigindo-me ao número que designava o retrato oval, li as vagas e singulares palavras que se seguem:

   “Era uma donzela de raríssima beleza, não mais encantadora do que cheia de alegria. Má foi a hora em que viu, amou e desposou o pintor. Ele, apaixonado, estudioso, austero, e tendo já em sua Arte uma esposa; ela, uma donzela de raríssima beleza, não mais encantadora do que cheia de alegria; toda luz e sorrisos, e travessa como uma corça nova; amando e acarinhando todas as coisas; odiando apenas a Arte, sua rival; temendo só a paleta, os pincéis e outros desfavoráveis instrumentos que a privavam do rosto do amado. Era, portanto, uma coisa terrível para essa dama ouvir o pintor falar de seu desejo de retratar justo sua jovem esposa. No entanto, ela era humilde e obediente, e posou submissa por muitas semanas na escura e alta câmara do torreão, onde a luz caía somente do teto sobre a pálida tela. Mas ele, o pintor, glorificava-se com sua obra, que continuava hora após hora, dia após dia. E era um homem apaixonado, impetuoso e taciturno, que se perdia em devaneios; de maneira que não queria ver que a luz espectral que caía naquele torreão isolado debilitava a saúde e a vivacidade de sua esposa, que definhava visivelmente para todos, exceto para ele. Contudo, ela continuava a sorrir imóvel, docilmente, porque viu que o pintor (que tinha grande renome) adquiriu um fervoroso e ardente prazer em sua tarefa e trabalhava dia e noite para pintar a que tanto o amava, aquela que a cada dia ficava mais desalentada e fraca. E, em verdade, alguns que viram o retrato falaram, em voz baixa, de sua semelhança como de uma poderosa maravilha, e uma prova não só da força do pintor como de seu profundo amor pela qual ele pintava tão insuperavelmente bem. Finalmente, como o trabalho se aproximava da conclusão, ninguém mais foi admitido no torreão, pois o pintor enlouquecera com o ardor da obra, raramente desviando os olhos da tela, mesmo para olhar o rosto da esposa. Não queria ver que as tintas que espalhava na tela eram tiradas das faces da que posava junto a ele. E quando muitas semanas nocivas se passaram e pouco restava a fazer, salvo uma pincelada na boca e um tom nos olhos, o espírito da dama novamente bruxuleou como a chama no bocal da lâmpada. Então, a pincelada foi dada e o tom aplicado, e, por um momento, o pintor se deteve extasiado diante da obra em que trabalhara. Porém, em seguida, enquanto ainda a contemplava, ficou trêmulo, muito pálido e espantado, exclamando em voz alta: ‘Isto é de fato a própria Vida!’ Voltou-se repentinamente para olhar a amada: – Estava morta!”

Edgar Allan Poe

sábado, 18 de janeiro de 2014

Catarina Aguiar (Romance de Dezembro)

Eu já quis desistir de viver.
Mas os sonhos de realizar são muitos!
Também quis  desistir do amor,
Mas eu amo me amar.
Pensei que o sentimento
Fosse um "quebra-cabeça".
Pois qualquer erro meu,
Eu pudesse ajeitar a peça.
Mas dizem que o tempo conserta tudo,
Mas sobre isso eu não entendi.
Será que conserta mesmo?
Ou é apenas mas uma  ilusão ?
Como o romance de "Dezembro" da jovem Catarina Aguiar .
Detalhes: Pura mentira, egoísmo, orgulho e ilusões. (Sofrimento)
Certamente foi o único momento que eu soube que eu e outras pessoas  perdem a certeza de amar.
Mas sinceramente "Amar é a água que mata sua sede." .
E sobre isso eu preferia dizer : Vou morrer de sede mas dessa água não beberei.
E pra terminar seu romance  ela disse : " -Sorte? Não.
Foi amor mesmo. Sim, eu amei. Sem entender realmente o que é o "amor", mas amei!
E para todos que me viram chorar,sorrindo eu já voltei."


Manyy Silva

Beijo Inesperado

Desde sempre,
Penso em você,
Só quero te ver,
Faz-me contente.

Mesmo que não goste de mim,
Não deixo de beijar-te,
Cada vez mais abraçar-te,
Mesmo se achares isso ruim.

Sempre sonhei com isso,
Um momento,
Um beijo...

Um desejo
Aceso na vela do tempo,
Presta eu, à partir dele, serviço.

Simon-Poeta


Haikai do Poe





Nessa vida de
Poe, se encontra terror,
À toda hora.

Simon-Poeta

Quando Bocas se Tocam

Quando bocas se tocam,
A magia acontece,
A vida nova envelhece,
E os velhos novos se tornam.

A sintonia escondida,
Em lábios que combinam,
Como águas puras que das fontes minam,
Esse é o sentido da vida.

Quando duas bocas se atraem,
Ficam sem saída,
De descobrirem o atalho...

Que leva o legado,
Do beijo à vida,
Vergonhosa se retrai.

Simon-Poeta

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

VidEsgraça

Não aguento mais...
Estou errado em todos os pontos,
Não me deixam em paz porque eu respiro.
Porque eu existo.

Não aguento mais...
Minha vida é uma desgraça,
Não tenho direito de falar que está ruim.
Porque eu existo.

Não aguento mais...
Dizem que sou obrigado a fazer isso,
Adorar aquilo.
Porque eu existo.

Não aguento mais...
Sou obrigado a ouvir falar,
Que sou hipócrita e esquizofrênico,
Porque eu existo.

Não aguento mais...
Ser condenado por algo que não fiz,
Só porque eu nasci.
Só porque eu existo.

Não aguento mais...
A família é a primeira a condenar,
Não se encontra um porto seguro onde se devia encontrar.
Só porque eu existo.

Não aguento mais...
Viver brigado com meus pais,
Porque não me entendem.
Só porque eu existo.

Não aguento mais...
Estar certo no olhar justo,
E errado no olhar de quem domina.
Só porque existo.

Não aguento mais...
Apanhar sem motivo nenhum,
Ser a almofada de estresse de uns.
Só porque eu existo.

Não aguento mais...
Ver a pessoa que mais amo,
Apoiar a que mais odeio pelo fato de precisar de meu inimigo.
Só porque eu existo.

Tantas coisas poderiam deixar de acontecer,
Se eu não existisse...
Ah! Como tudo seria melhor...
A família e o mundo sem mim.
Tudo isso aconteceria se eu deixasse de existir.
Sou um demônio jogada na terra.
Sou uma desgraça;
Tudo que toco amaldiçoado fica.
Tudo que vivo deixa de viver.
Tudo que amo deixa de me amar.
Tudo que sinto deixa de ser sentido.
Tudo que humanizo passa a ser ofensivo.

Porei então um fim nessa vidESGRAÇA.
Ninguém sentirá falta de mim.
Todos ficarão melhores assim,
Sem minha presença vasta.
O meu abrigo é o depósito de lixo.
O meu abrigo é a morte.
Morrerei lá, então...
Pois sou lixo tóxico.
Posso contaminar os ruins com a minha bondade.
E os falsos com minha sinceridade.
Não aguento mais,
Dizerem que me amam quando decido me matar,
Mas horas depois, dizem que têm vergonha de mim.
Além disso, falam que nunca tive moral com eles.
Só porque eu existo.
Uma corda...
Um último olhar ao Sol que se põe.
O fundo laranja,
Deixa um tom mais marcante à minha morte.
Tambores jogados ao chão.
Apenas uma árvore seca resta.
Amarro ali a corda.
Me enforco.
Mas pela milésima vez,
Deu tudo errado.
A árvore cai,
Quando nem mesmo senti o gosto da morte.
Seria melhor eu ter morrido,
Do que viver com "zumbis".
Que juram me amar,
Mas são os primeiros a interiormente me matar.

FUGINDO DO POEMA, ME DIGA, POR FAVOR, SE VOCÊ TIVESSE UMA VIDA ASSIM, PREFERIRIA MORRER OU CONVIVER COM O "ZUMBIS"? Deixe seu comentário ou entre em contacto comigo: simonpoesiaevida@gmail.com

Simon-Poeta

Tudo Que Amei Amei Sozinho - Edgar Allan Poe


Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como os outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar das fontes igual à deles;
e era outro o canto, que acordava
o coração de alegria
Tudo o que amei, amei sozinho

Edgar Allan Poe


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Chorando socorro

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Biografia de Edgar Allan Poe


BIOGRAFIA

Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, 19 de Janeiro de 1809 - Baltimore, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário americano, fez parte do movimento romântico americano.1 2 Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos sendo considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por contribuição ao emergente gênero de ficção científica.3 Ele foi o primeiro escritor americano conhecido a tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difícil.4

Ele nasceu como Edgar Poe, em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele freqüentou aUniversidade da Virgínia por um semestre, passando a maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de ser dispensado, depois de falhar como cadete em West Point, deixou a sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane and Other Poems (1827).

Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova York. Em Baltimore, em 1835, casou-se com Virginia Clemm, sua prima de 13 anos de idade. Em Janeiro de 1845, Poe publicou seu poema The Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação de seu próprio jornal, The Penn(posteriormente renomeado para The Stylus), porém morreu antes que pudesse ser produzido. Em 7 de Outubro de 1849, aos 40 anos, Poe morreu em Baltimore; a causa de sua morte é desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças do coração, raiva, suicídio, tuberculose entre outros agentes.5

Poe e suas obras influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo, bem como em campos especializados, tais como acosmologia e a criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas são dedicadas como museus atualmente.
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HISTÓRIA

Edgar Allan Poe nasceu no seio de uma família escocesa-irlandesa, filho do ator David Poe Jr., que abandonou a família em 1810, e da atriz Elizabeth Arnold Hopkins Poe, que morreu após o nascimento de Rosalie, a irmã mais nova de Poe. em 1811. Depois da morte da mãe, Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, um mercador de tabaco bem sucedido de Richmond, que nunca o adotou legalmente, mas lhe deu o seu sobrenome (muitas vezes erroneamente escrito "Allen").

Esta placa marca o local aproximado6 onde Edgar Poe nasceu, BostonMassachusetts.
Depois de frequentar a escola de Misses Duborg em Londres, e a Manor School em Stoke Newington, Poe regressou com a família Allan a Richmond em 1820, e registrou-se na Universidade da Virgínia, em 1826, que viria a frequentar durante um ano apenas. Desta viria a ser expulso graças ao seu estilo aventureiro e boêmio.

Retrato de Elizabeth Arnold Hopkins Poe, a mãe de Edgar Allan Poe


Na sequência de desentendimentos com o seu padrasto, relacionados com as dívidas de jogo, Poe alistou-se nas forças armadas, sob o nome Edgar A. Perry, em 1827. Nesse mesmo ano, Poe publicou o seu primeiro livro, Tamerlane and Other Poems. Depois de dois anos de serviço militar, acabaria por ser dispensado. Em 1829, a sua madrasta faleceu, ele publicou o seu segundo livro, Al Aaraf, e reconciliou-se com o seu padrasto, que o auxiliou a entrar na Academia Militar de West Point. Em virtude da sua, supostamente propositada, desobediência a ordens, ele acabou por ser expulso desta academia, em1831, fato pelo qual o seu padrasto o repudiou até a sua morte, em 1834.



Poe mudou-se, em seguida, para Baltimore, para a casa da sua tia viúva, Maria Clemm, e da sua filha, Virgínia Clemm. Durante esta época, Poe usou a escrita de ficção como meio de subsistência e, no final de 1835, tornou-se editor do jornal Southern Literary Messenger em Richmond, tendo trabalhado nesta posição até 1837. Neste intervalo de tempo, Poe acabaria por casar, em segredo, com a sua prima Virgínia, de treze anos, em 1836.

Em 1837, Poe mudou-se para Nova Iorque, onde passaria quinze meses aparentemente improdutivos, antes de se mudar para Filadélfia, e pouco depois publicar The Narrative of Arthur Gordon Pym. No verão de 1839, tornou-se editor assistente da Burton's Gentleman's Magazine, onde publicou um grande número de artigos, histórias e críticas. Nesse mesmo ano, foi publicada, em dois volumes, a sua colecção Tales of the Grotesque and Arabesque (traduzido para o francês por Baudelaire como "Histoires Extraordinaires" e para o português como Histórias Extraordinárias), que, apesar do insucesso financeiro, é apontada como um marco da literatura norte-americana.

Durante este período, Virgínia Clemm soube sofrer de tuberculose, que a tornaria inválida e acabaria por levá-la à morte. A doença da mulher acabou por levar Poe ao consumo excessivo de álcool e, algum tempo depois, este deixou a Burton's Gentleman's Magazine para procurar um novo emprego. Regressou a Nova Iorque, onde trabalhou brevemente no Evening Mirror, antes de se tornar editor do Broadway Journal. No início de 1845, foi publicado, no jornal Evening Mirror, o seu popular poema The Raven (em português "O Corvo").

Em 1846, o Broadway Journal faliu, e Poe mudou-se para uma casa no Bronx, hoje conhecida como Poe Cottage e aberta ao público, onde Virgínia morreu no ano seguinte. Cada vez mais instável, após a morte da mulher, Poe tentou cortejar a poeta Sarah Helen Whitman. No entanto, o seu noivado com ela acabaria por falhar, alegadamente em virtude do comportamento errático e alcoólico de Poe, mas bastante provavelmente também devido à intromissão da mãe de Miss Whiteman. Nesta época, segundo ele mesmo relatou, Poe tentou o suicídio por sobredosagem de láudano, e acabou por regressar a Richmond, onde retomou a relação com uma paixão de infância, Sarah Elmira Royster, então já viúva.


Retrato de Virginia Clem, a prima de 13 anos de Poe que se tornaria a esposa do escritor
Diferentemente da maioria dos autores de contos de terror, Poe usa uma espécie de terror psicológico em suas obras, seus personagens oscilam entre a lucidez e a loucura, quase sempre cometendo atos infames ou sofrendo de alguma doença. Seus contos são sempre narrados na primeira pessoa.

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Morte


Poe foi enterrado originalmente na parte de trás do cemitério de Westminster, sem uma lápide. A da imagem marca hoje em dia o lugar original.


No dia 3 de Outubro de 1849, Poe foi encontrado nas ruas de Baltimore, com roupas que não eram as suas, em estado de delirium tremens, e levado para o Washington College Hospital, onde veio a morrer apenas quatro dias depois. Poe nunca conseguiu estabelecer um discurso suficientemente coerente, de modo a explicar como tinha chegado à situação na qual foi encontrado. As suas últimas palavras teriam sido, de acordo com determinadas fontes, "Lord, please, help my poor soul", em português, "Senhor, por favor, ajude minha pobre alma."

Nunca foram apuradas as causas precisas da morte de Poe, sendo bastante comum, apesar de incomprovada, a ideia de a causa do seu estado ter sido embriaguez. Por outro lado, muitas outras teorias têm sido propostas ao longo dos anos, de entre as quais: diabetes, sífilis, raiva, e doenças cerebrais raras.

Estilo literário e temas
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Gêneros




As obras mais conhecidas de Poe são Góticas, um gênero que ele seguiu para satisfazer o gosto do público. Seus temas mais recorrentes lidam com questões da morte, incluindo sinais físicos dela, os efeitos da decomposição, interesses por pessoas enterradas vivas, a reanimação dos mortos e oluto. Muitas das suas obras são geralmente consideradas partes do gênero do romantismo negro, uma reação literária ao transcendentalismo, do qual Poe fortemente não gostava.

Além do horror, Poe também escreveu sátiras, contos de humor e hoaxes. Para efeito cômico, ele usou a ironia e a extravagância do rídiculo, muitas vezes na tentativa de liberar o leitor da conformidade cultural. De fato, "Metzengerstein", a primeira história que Poe publicou, e sua primeira incursão em terror, foi originalmente concebida como uma paródia satirizando o gênero popular. Poe também reinventou a ficção científica, respondendo na sua escrita às tecnologias emergentes como balões de ar quente em "The Balloon-Hoax".

Poe escreveu muito de seu trabalho usando temas especificamente oferecidos para os gostos do mercado em massa. Para esse fim, sua ficção incluiu muitas vezes elementos da popular pseudociência, como frenologia e fisiognomia.


Teoria Literária




A escrita de Poe reflete suas teorias literárias, que ele apresentou em sua crítica e também em peças literárias como "The Poetic Principle".

Ele não gostava de didaticismo e alegoria, pois acreditava que os significados na literatura deveriam ser uma subcorrente sob a superfície. Trabalhos com significados óbvios, ele escreveu, deixam de ser arte. Acreditava que o trabalho de qualidade deveria ser breve e concentrar-se em um efeito específico e único. Para isso, acreditava que o escritor deveria calcular cuidadosamente todos sentimentos e ideias.

Em "The Philosophy of Composition", uma peça na qual Poe descreve seu método de escrita em "The Raven", ele afirma ter seguido estritamente este método. Porém, foi questionado se ele realmente seguiu esse sistema.

T. S. Eliot disse: "É difícil para nós lermos esta peça sem pensar se Poe escreveu seu poema com tanto cálculo, ele poderia ter pego um pouco mais de dores sobre isto: o resultado dificilmente tem crédito ao método". O biógrafo Joseph Wood Krutch descreveu a peça como "um exercício um tanto engenhoso na arte de racionalização".

FONTE: Wikipédia
LINK: https://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe