Série Amor proibido

por Simon-Poeta

I Antologia "Whisky, Charuto e Poesia"

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

OS TRÊS ERRES - Homenagem ao Professor Antônio

Um humilde e simples poema dedicado ao grande professor de comunicação aplicada (antes de filosofia), Antônio (Tony Queiroga).


Uma vez, do nada
tudo me solucionou,
O homem sábio dizia
o que há muito tempo estudou.
Ensinava-me sobre os três erres
da prática budista,
Numa forma individual, 
E ao mesmo tempo, toda coletiva,
aos que estava na sala,
Uma semana antes do carnaval.

Como feixes de luz,
Três erres surgiram da lousa
como se tomassem forma de sentimento,
E comportamento de um humano.

—R, R, R: os três da prática budista... — Exclamou Antônio,
E no meu ponto de vista,
Veio esclarecer
o que pensava dele...
Creio que o mesmo pensava você.

—O primeiro R é o respeito a si;
O segundo, é o respeito ao próximo
e o terceiro a responsabilidade... — Apontando para a lousa, disse o filósofo.

Voltou ao primeiro erre e confessou sua vaidade,
Seu respeito ao próprio corpo.
Esta era a pessoal verdade
da sinceridade que disse ao outro.

Naquele dia, aprendi muitas outras coisas,
E todos da sala também aprenderam
com aquele professor dedicado.
Muito bom era estar do seu lado,
E todas as quintas-feiras vê-lo.
Divertido e engraçado,
Sério e responsável;
Sempre irei me lembrar,
Que naquele dia,
pude presente estar
a uma categoria
de ensino inovadora.

Jamais me esquecerei,
Do dia em que parei
para pensar
quão extensa era a filosofia
quando bem ensinada.

Simon-Poeta

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sonhadora Apaixonada


quero vocêquero seu corpoquero seu cheiro
quero seu beijo
quero seu abraço
quero ser possuída
quero ser amada
quero sentir 
você
quero viajar com 
você
para além do infinito
quero estar com 
você
para além da eternidade
quero ser sua por inteiro
quero ser devorada
quero viver insana
quero poder te tocar
quero poder te sentir
inteiro para mim
quero ser sua namorada
quero ser sua amiga
quero ser sua amante
quero ser sua mulher
quero fazer de cada momento único
quero ser teu céu
quero ser teu inferno
quero todas as loucuras possíveis
quero ontem
quero hoje
quero amanhã
quero até o fim
quero esquecer o mundo
quero aproveitar o sonho
quero toda a realidade
estampada em nosso rosto
quero esse amor puro
quero a alegria de estar com 
você
quero me aninhar nos seus braços
e esquecer as dores
o mundo
a vida
quero saber que sou sua
na imensidão desse vasto planeta
por todo o sempre
por todo o tempo que se fizer presente
no dia
na noite
na vida


Sônia PC

Sonhadora Apaixonada

eu te amo
uma doce magia
um fogo que reacende a cada troca de olhar
um desejo que fulmina nossos corpos
que alimenta nossas almas
um tesão alucinante
que quando estamos juntos nada faz parar
a vontade de te amar
de ter você colado ao meu corpo
me persegue
me leva a devaneios
me faz viajar
por um mundo distante
por um lugar desconhecido
mas que por algum mistério
sabemos exatamente onde é
o calor do seu corpo me provoca arrepios
a sua boca me deixa inebriada
perdemos os sentidos
perdemos o medo
nada nos separa
nada nos incomoda
não temos testemunhas
não temos inicio
não temos fim
o meio é apenas um aquecimento
o momento se divide
entre o amor
o tesão
e a loucura
os corações acelerados
batendo juntos
olho no olho
boca na boca
corpo a corpo
onde nada mais importa
a não ser nossas vontades
e nosso amor imperfeito
mas inteiramente perfeito....


Sônia PC


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Deitada na Relva


Entregou-te a mim,
Por um amor doentio,
E mesmo assim,
Viver e chorou e cantou sorrindo.

Deitada na relva,
Envolta de ramos,
Seus enganos
caíram por terra.

Sua escaldante pele...
Amarelada;
Sua paz que não é mais nada,
Sua escarlate febre.

Seus desejos expostos ao vento,
Atentos todos puderam ouvir,
Que, ao menos aqui,
Passou você.
Só você.

Um amor é o escândalo de almas... umas gritam, outras choram.

Simon-Poeta

Entrega


Hoje entregou-te a mim,
Pela última vez,
Mesmo assim,
Comigo amor fez.

Mesmo que por um segundo de orgasmo,
Meio incompleto, talvez,
Mas a mim se entregou,
De corpo e alma me beijou.

Depois daquela noite,
Cansada,
Num mórbido instante...

Calada em meus braços...
A morte viera lhe buscar,
E em meus abraços, resolveu se entregar.

Simon-Poeta

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A Máquina dos Sentimentos


Os sentimentos são momentos
vividos do além,
Não se olha quem sente,
E nem quem entende bem.
Os sentimentos são espadas,
Que transpassam corações.
Os sentimentos não são nada...
Os sentimentos tudo são.

Os sentimentos são histórias,
De uma humanidade morta,
Que sai e entra pela mesma porta,
Em que circulam as memórias.

Os sentimentos são recordações...
Nada mais.
O sentimento que nos trai...
Os espaços às ilusões
se esvai,
E vai buscar alguém,
Que sinta o que sentes,
O sentimento é ausente.
Sinta algo por alguém.

Os sentimentos são envoltos
por embornais e coisas mais.
Os sentimentos são tortos...
Tudo isso
se contrai.

O sentimento vem da alma,
Pura, tranquila e calma...
O sentimento é o lamento,
De quem está feliz
é a alegria de um triste aprendiz
de humano.
Meu ser insano,
Minh'alma imortal.
Meus desenganos,
Meu bem; meu mau.

Os sentimentos expressos trazem liberdade,
Mas, o mesmo sentimento nos prende a realidade,
Se pisarmos no sentimento de alguém,
Machucado um sairá, e se sabe quem.

Digo o mesmo que dizes também,
Os sentimentos são pregos.
Jamais pise nos sentimentos de alguém.

Os sentimentos são tortos; os humanos são mortos... coisa de um além.

Simon-Poeta

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

O som do mar me acalma 

o sol ilumina meus dias
a lua sempre brilhando bela
as estrelas luzindo divinas na imensidão do céu
os pensamentos divagam
os sonhos não me pertencem mais
as vontades não são mais as mesmas
mas os desejos ainda fluem pela minha pele
pelo meu corpo
pela minha alma
tento esquecer
mas não consigo
tento me afastar 
mas meu coração 
não aceita
as dúvidas povoam minha mente
as incertezas só aumentam 
com o dia a dia
de repente não sou mais eu
não sei mais quem sou
não sei mais o que quero
não sei mais se luto
a saudade bate forte
o desejo só aumenta
mas os planos 
parecem ter sido desfeitos
o amor ainda está lá
escondido no fundo da alma
esperando não sei bem o que
esperando não sei até quando
esperando você

Sônia PC

Sonhadora Apaixonada


O som do mar me acalma 

o sol ilumina meus dias
a lua sempre brilhando bela
as estrelas luzindo divinas na imensidão do céu
os pensamentos divagam
os sonhos não me pertencem mais
as vontades não são mais as mesmas
mas os desejos ainda fluem pela minha pele
pelo meu corpo
pela minha alma
tento esquecer
mas não consigo
tento me afastar 
mas meu coração 
não aceita
as dúvidas povoam minha mente
as incertezas só aumentam 
com o dia a dia
de repente não sou mais eu
não sei mais quem sou
não sei mais o que quero
não sei mais se luto
a saudade bate forte
o desejo só aumenta
mas os planos 
parecem ter sido desfeitos
o amor ainda está lá
escondido no fundo da alma
esperando não sei bem o que
esperando não sei até quando
esperando você

Sônia PC

Sonhadora Apaixonada

encontros e desencontros
caminhos cruzados
e caminhos diferentes
sentimentos ocultos
desejos proibidos
tesão á flor da pele
sensações indiscretas
vontades 
abraços
beijos
carinhos
mãos 
toque
nada perfeito
mas tudo ao extremo
na exatidão dos sentidos
na ausência de amar
na necessidade de querer
no desejo de estar junto
na falta de se ver
uma mistura secreta
um amor insano
nada importa
tudo se altera
nada muda
tudo permanece
na loucura
no tesão
no desejo 
no amor....

Sônia PC

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A Criação de Deus


Na verdade,
Não foi Deus quem criou o homem,
Foi o Homem quem criou deus,
Em sua mente obscura e fria,
Sem ninguém para amar,
Em um triste dia,
Resolveu um deus criar.
Não tinha o que faz,
Nem quem adorar,
Então, para você,
Impôs um deus respeitar.

O Homem o criou bondoso...
Mas, como se contradissesse o que seu Criador queria,
Em um certo dia,
Resolveu ser maligno.

Matou mais de dois milhões de pessoas,
E não tinha alguém para colocar a culpa,
Resolveu, em sua cuca,
Criar um demônio: estúpido, feio e pobre.
Espalhou a todos sua fama de mal,
Dizendo que ele era um animal,
Em que não se devia confiar.
Ao pecado e ao inferno iria te levar,
Se nele acreditasse,
E em deus não confiasse.

Criou então, para si um Céu,
No topo de tudo.
Com nuvens brancas e um sol cor de mel...
Brilhante no dia,
E na noite, uma nuvem brilhante e grande,
Iluminaria,
Tudo e todos,
Em qualquer instante.

Para o diabo,
Cedeu um inferno...
Onde ele ficava?
-No sol.

Tudo lá era quente,
O pobre diabo sofria,
Deus mandou de inicio dez almas dementes,
Para ver o que o diabo faria.
Com fome, e sem água,
Resolveu essas pessoas matar,
Mas com uma dor no peito,
E lágrimas secas pelo fogo a jorrar.

Depois disto, ficou com fama de ruim,
Assim, esse deus criou um livro:
A Bíblia,
Em que todos os vivos,
Encontrariam a vida.
Mas, neste livro,
Só se liam bobagens,
A mentira era presente,
Em qualquer página,
E entrava nas mentes,
De quem a comprava.

Lá, falou mal do pobre diabo,
E se vangloriou,
Como um deus de paz e grande amor.

Assim, passou a dominar o Homem,
Seu próprio criador...
Adão foi humilhado,
E expulso de sua casa,
Pois não mais o amava,
Como nunca o amou.
Sempre o usava,
Como uma alma humana,
A sentir o que sentíamos,
E a chamar quem nos chama.

Assim, virou deus um Deus,
E o Homem virou homem.
Quem nele não acreditar,
Ele irá descontar,
Com o fogo do inferno...
Perdoar Ele não vai,
Esquecer? -Jamais!

Somos hoje dominados por Ele...
Através dos religiosos nos vemos obrigados a crer,
Que é tudo de bom para mim e para você,
Mesmo que não acredite nele.

Simon-Poeta

Amor a você

Nunca fui capaz,
Nessa vida quiçá outrora,
De amar ninguém como a amo.
O amor por você fui capaz de descobrir
E agora não posso desistir da felicidade que espero ter. Esse gostoso sentimento que está a me envolver,
Mas continuo sem você,
Venha sanar a minha dor,
Venha para o meu lado,
Como sempre houve de ser.
Grito com veemência
Para o mundo inteiro ouvir
Eu amo você,
E isso jamais cairá no esquecimento,
Sempre estarei a lembrá-la que amo você
E sem sua companhia nada posso ser.
De uma amizade inocente
Nasceu o amor agora forte
E estridente que grita
Aos meus ouvidos
E ao meu coração reprime,
Pois sei que sem você já não posso viver,
Seria apenas um louco na escuridão.
Te garanto já disse muitas vezes que nada é eterno,
Hoje volto atrás com pesar do erro,
Descobrir que meu amor não pode acabar,
Ela ao meu lado sempre terei,
E espero que a você também.
Saiba que ao acordar na manhã aurora
E vê o sol a sua janela há alguém a te amar,
Quando fechares os olhos em sua cama
Há alguém a te amar,
A cada respirar seu espero estar lá a te amar.
Que os anjos um dia escutem meu pedido
E do meu amor você deixe de duvidar,
Porque eu nunca vou deixar de ter amar,
E com minha única arte que resta,
A das palavras,
Cantarei o meu amor a ti
Pois nunca deixarei de ter amar!



sábado, 22 de fevereiro de 2014

A Arte: Cotidiano de Todos

A arte faz parte,
Do que se invade.
A arte é a metade,
Daquilo que nem tem começo.

A arte é o sonho vivido,
Pelo cotidiano trazido,
Pelos artistas revelado,
E pelo poeta nivelado.

A arte é uma realização,
Que se sabe o que se vê,
E mesmo assim, se crê,
Que a arte não tem coração.

A arte é um ser vivo...
Sabe como ser comigo,
Sábio ser como todos.
Sabe ser como poucos.

A arte é o dom de fazer o que sabe.
Quem sabe é artista. Faz arte.
A todos tudo cabe.
A poucos cabe essa parte.

Há muito tempo existe a arte de ser,
Mas, a poucos meses, resolveram aprender,
Que a verdade da vida,
É a despedida,
De um para com outro ser.

Simon-Poeta

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

Gosto do seu sorriso
Gosto do jeito que me encara
Gosto do jeito que fala comigo
Gosto no nosso riso
Gosto quando me toca
Ilusão?
Confusão?
Satisfação?
Tudo isso misturado
Um sentimento que aos poucos me pega de surpresa
Vai tomando conta do meu ser
Nem sei ao certo o que pensar
Muito menos o que fazer
Mas vou deixar rolar
Não quero me preocupar com isso agora
Só quero deixar acontecer
Mas uma coisa que não vou fazer
Passar a vida sofrendo
Ilusão ou não
Confusa ou não
Satisfeita ou não
Vou levando até quando der

Sônia PC

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

eu te amo 
mas não um amor qualquer
eu te quero
mas não um querer qualquer
eu te beijo
mas não é um beijo qualquer
eu te abraço
mas não é um abraço qualquer
eu faço amor com você
mas não é como faria com qualquer outro
o que temos
não se encontra em qualquer lugar
o que temos vai além da imaginação
o que sentimos vai além das nossas forças
o que queremos vai além do que podemos
o nosso amor não é perfeito
o nosso abraço nos acolhe
nos transporta para mundos distantes
sonhamos alto
pensamos forte
a perfeição nunca existiu entre nós
mas sim o companheirismo
nos completamos
nos amamos
nos sentimos
isso é o suficiente
para saber que um amor assim
é mais forte do que podemos imaginar
é mais forte do que podemos sonhar
é mais forte do que podemos querer


Sônia PC

Puro Amor

Sinto-me seguro,
Teu amor puro,
Puro amor me faz sentir.

Vejo-me contente,
Seu corpo presente,
Me faz sorrir.

Vivo o presente,
Assim, somente,
Posso à ti ir.

Você me faz assim...
Um louco sonhador,
A procura de amor,
E que não sabe que já encontrou,
A paz em alguém,
Que é você,
Meu bem.

Simon-Poeta

Sei...

Sei que quando olho pela janela,
Vejo brigas na rua,
Tão singela,
Mas continua,
Na ruela,
Ao lado da porta,
Da porta dela.

Sei que quando tomo um banho quente,
Minh'alma não está mais presente...
Se fez de fetiche pra assombrar,
Os corações tristes que vivem a chorar.

Sei que quando tomo um vinho e fumo um charuto,
Meu bolso enxuto de euros e dólares,
Compram por si só pulseiras e colares,
Meu dia, como todos, mutuo.

Sei que quando lembro-me de Deus,
E não acredito em ser tão grandioso,
Sorrio das pessoas que dizem sentir o gozo,
De ser um fiel obediente aos seus.

Sei que quando por apenas um segundo,
Fujo desse mundo,
E procuro não mais voltar,
Sabes que as barreiras do futuro,
E as passagens do presente,
Me fazem recordar,
Que os recortes dessa vida,
Ainda estão a picotar.

Quando me esqueço do que antes vivi,
E me lembro do dia em que não conheci,
Sinto-me em um déjà-vu...
Confuso... me mato.
Caído em meu prato,
Está o desgosto,
De um amargo almoço,
Que um dia comi com grado.

Neste mesmo dia,
Cansado,
Aprendi que tudo era apenas um nada,
Uma oportunidade desejada,
A quem quer mudar de vida.
E, como o nada é mais que o tudo,
Continuo nesse mundo,
A sofrer por quase tudo,
E inteiramente pelo nada.

Sei que não entenderás meu modo de pensar...
Serei eu hipócrita ao tentar explicar,
A verdade torta,
De uma vida morta,
Sem sentidos e sem porta,
Que se possa atravessar.

Simon-Poeta

Definindo um Poeta III

O poeta é um deus...
Um dos meus.
O poeta é um pecador...
Um mendigo... um senhor.

O poeta é um pobre...
Sua origem é nobre.
O poeta é um milionário...
Vive com poucos. Se junta com vários.

O poeta é um pescador
Nas cucas sábias...
O poeta é um pensador
Nos mares sortidos.

O poeta sabe escrever...
O poeta não é ninguém.
O poeta, de onde vem?
Vem de mim... vem de você.

Simon-Poeta

Definindo um Poeta II

O poeta não sabe o que faz...
Não sabe o que pensa,
Nem a verdade que preza,
Só isso... nada mais.

O poeta não sabe o que faz...
Não sabe ser gente,
É frio... não sabe ser quente,
Isso tudo... nada mais.

O poeta não sabe o que quer...
Pensa bonito,
Pensa chorando... pensa sorrindo.
Pensa feito homem... pensa feito mulher.

O poeta não sabe o que sente...
Gosta de escrever...
Escreve porque é obrigado.
Escreve pra um só... escreve pra toda gente.

O poeta não sabe o que é...
Triste,
Depressivo... de si mesmo desiste;
O poeta é o que quer...

Isso tudo... nada mais.
Apenas isso. Nada mais.

Simon-Poeta

Definindo um Poeta I

O poeta,
É um profeta,
Que mente e sente,
De mente aberta.

O poeta,
É um rei,
Seu reinado?
Tal que não sei.

O poeta,
É aquele que sente,
E que está presente,

Em uma mente que alerta,
E se faz de grandeza abrangente...
Isso é ser um poeta.

Simon-Poeta

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

cada momento é único

cada oportunidade não deve ser desperdiçada
cada amor é mais um amor
cada sentimento é tanto bom quanto sofrido
cada ser humano é diferente do outro
nada é perfeito
ninguém é perfeito
não procure perfeição
não procure momento
não perca oportunidades
não desperdice amor
não deixe o sentimento de lado
viva tudo o que puder
ame o tanto que puder
seja dono de si
não deixe que a dor lhe faça chorar
mas se chorar
chore tudo o que for necessário
não se envergonhe disso
apenas levante a cabeça
porque depois da tempestade 
sempre vem o sol
não se prenda no seu mundo
se abra para felicidade
a vida é para ser vivida
então viva
curta
ame
sorria
se não puder fazer nada disso
apenas seja você mesmo
sem se importar com o que vão dizer ou pensar de você......

Sônia PC

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

MAIS UMA NOITE SEM VOCÊ

MAIS UM VERÃO SOLITÁRIA
LÁ FORA AS ESTRELAS BRILHAM
A LUA LINDA EM TODA SUA IMENSIDÃO
NO MEU QUARTO
APENAS MEUS PENSAMENTOS
APENAS MINHA SAUDADE
APENAS A FALTA DE VOCÊ
A LEMBRANÇA DOS SEUS BEIJOS
INVADE MINHA ALMA
A SAUDADE DO SEU ABRAÇO QUE ME CONSOME
A VONTADE DE SENTIR SEU CORPO NO MEU
O SEU SORRISO CADA VEZ MAIS PRESENTE
O CALOR DO SEU CORPO NO MEU
ME FAZ INCENDIAR
ME FAZ PENSAR EM VOCÊ
LEMBRAR DO AMOR QUE FIZEMOS
DO CALOR QUE SENTIMOS
NOSSO SUOR SE MISTURANDO
COM O CALOR DO VERÃO
UMA MISTURA INEBRIANTE DE DESEJO
NOSSAS MÃOS ENTRELAÇADAS
A CAMA BAGUNÇADA
MOSTRANDO QUE NOSSO AMOR
FOI TÃO QUENTE COMO O VERÃO
MOSTRANDO QUE PERTENCEMOS UM AO OUTRO
ESSE VERÃO
ESSA LOUCURA
TUDO ME FAZ LEMBRAR VOCÊ
TUDO ME FAZ SENTIR VOCÊ
NOS MEUS DESEJOS MAIS SECRETOS
ONDE AS ESTRELAS BRILHAM
A LUA ILUMINA A IMENSIDÃO
E NOSSO AMOR CADA VEZ MAIS FORTE
CADA VEZ MAIS PRESENTE EM NOSSA LEMBRANÇA
EM NOSSA VIDA

SÔNIA PC

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

UM AMOR NUNCA É PARA SEMPRE

NADA NESSE MUNDO É PARA SEMPRE
MAS SIM
O AMOR PODE FICAR DENTRO DE VOCÊ
MESMO QUE VOCÊ NÃO TENHA MAIS A PESSOA AO SEU LADO
ISSO NÃO QUER DIZER QUE VOCÊ NÃO AME
APENAS VIVEU ESSE AMOR POR UM TEMPO
APENAS QUE VOCÊ CURTIU
E É ISSO QUE IMPORTA
MESMO ESTANDO SÓ
VOCÊ SEMPRE VAI AMAR AQUELA PESSOA
DE UM JEITO SÓ SEU
MAS A VIDA CONTINUA
E UM DIA VAI ENCONTRAR
UMA PESSOA QUE VAI REALMENTE FICAR AO SEU LADO
UM CORAÇÃO NUNCA DEIXA DE AMAR
APENAS ESPERA
AGUARDA A DOR PASSAR
PRA DEPOIS RECOMEÇAR NOVAMENTE
AMAR SEMPRE VALE A PENA
MESMO NA DOR
PORQUE NA DOR APRENDEMOS MUITO
A DOR NEM SEMPRE É RUIM
APENAS MOSTRA QUE PODEMOS SER FORTES
ÁS VEZES CANSA LUTAR
LUTAR SOZINHA
ESPERAR POR ALGO Q NUNCA VIRÁ
QUEM NUNCA SOFREU POR AMOR???
ENTÃO....
LEVANTAR A CABEÇA
SACUDIR A POEIRA
E ESPERAR
QUE TUDO TEM SUA HORA
QUE NO MOMENTO CERTO
TUDO PODE ACONTECER

SÔNIA PC

Rotina De Um Ipatinguense

Nas minha retinas,
Vem Ipatinga ainda menina.
Na minha rotina,
Vem me encantar, toda hora, todo dia.

Nos meus sonhos,
Sinto e vejo quem somos:
Negros e brancos, jovens e idosos,
Todos esses resmungões ou amorosos.

Ipatinga em mim reinou,
E então se revelou,
Uma eterna menina.

Ipatinga, minha vida
Se demonstrou,
Ou até mais que isso, o que sou.

Simon-Poeta homenageando Ipatinga, cidade mãe e aconchego.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Canção: Pobre Menina

Estava sozinha,
Monótona na cozinha,
A pobre menina,
A ouvir Gustav Mahler...

Triste, tristinha,
A desgraça que havia,
Na mordaça do peito,
O respeito não existia.

Estava a menina,
A cortar o seu pulso...
A sua sina,
Era um alto custo.

Pobre menina,
Sua desgraça é tão infinita,
Sua morte é tão certeira,
Oh! Menina verdadeira.

Quinta sinfonia,
Adagietto, ela ouvia...
De Gustav Mahler,
Pra tirar os seus males,
(Ou os acrescentar.)

Chorava a menina,
E de dor extrema sorria,
Pois não sabia,
Que amanhã seria outro dia.

Morre a menina,
A ouvir uma canção divina,
Uma rosa escarlate em tuas mãos,
O ódio no coração.

Triste retina,
Que presenciou a morte da rapariga,
Pois não sabia,
 Que tudo era utopia.

Morre a menina,
A ouvir uma canção divina,
Uma rosa escarlate em tuas mãos,
O ódio no coração.
(No coração.)

Triste retina,
Que presenciou a morte da rapariga,
Pois não sabia,
 Que tudo era utopia.
E passou...
E passou...
Já passou...
Vai passar...

Simon-Poeta

Amor proibido - 6º Capítulo: Vidas Que Se Encontram

   Depois de terem saído da praça, Caco pediu carona a Thony, pois se sentia desprotegido ao ver que a sociedade não aceita aquele tipo de amor.
   Quando chegaram na porta da casa de Caco, se olharam como não houvesse acontecido nada naquele dia. O amor dominava novamente os dois. Não se preocuparam com o que aconteceria ou aconteceu... apenas se olharam como não existisse hipocrisia. Tudo era santo... tudo era puro. O amor dos dois era o mais lindo que se podia imaginar. Na rádio toca Make You Feel My Love... Adele cantava. Um cristal líquido saía do olho de Caco. Ele estava emocionado ao ver que Thony realmente era o amor de sua vida, e então o disse:
  —Thony, sabes que eu te amo incondicionalmente... apenas dois dias foram necessários para saber disso.... pode ser até precipitado, podes até não gostar da pergunta, mas mesmo assim, preciso saber...
   —Pode dizer.
   —Quer namorar comigo?
   —Ca... Ca... Ca... Caco! — Gaguejou Thony surpreso.
   —Ah! Sim... quer me conhecer mais tempo, não é?
  —Sim, mas quero te conhecer por todos os dias de nossa vida a dois. O que eu mais quero nesse momento é namorar com você...
  —Bom; fico feliz em saber que sou amado por ti... sabes que gosto muito de teu jeito, teu olhar... resumindo, gosto de você.
   —Não sei como seria minha vida se não tivesse te conhecido, Thony...
   —Eu sei: seria horrível! — Disse Thony gargalhando.
   —Na verdade, acho que seria mesmo. Estava começando a achar que não sou amado.
   —Mas agora é.
   —Sim... bastou um olhar. É... vamos entrar?
   —Sim, claro!
   Na casa de Caco, discutiram a tarde inteira sobre os estilos musicais que gostavam. Thony gostava de música clássica no estilo Philip Glass; já Caco preferia Adele, Lady Gaga, Madonna e outras cantoras de sucesso mundial. Mesmo assim, Thony e Caco ouviram as músicas que gostavam. Se abraçavam, sorriam, se olhavam, se sentiam. Uma energia positiva tomara conta daquele lugar... era o amor, Divino e ateu... amor como os outros.
   Já era noite... Thony tinha de ir embora, então se despediu de Caco:
   —Bom, Caco, tenho que ir.
   —Ah! Não vá... ainda é cedo.
   —Amanhã tenho que trabalhar.
   —Ai, ai... quem mandou eu me apaixonar por um empresário, hein?
   —Você não se apaixonou pelo empresário Thomas Nycon, e sim pelo Thony.
   —Pelos dois. Gosto de ti de todos os modos.
   —Até o Thomas, que não esquece o trabalho?
   —Sim, até ele... é um pacote, se ganho um, o outro vem de brinde.
   —Verdade! — Disse Thony sorrindo.
   —Amanhã você volta?
   —Sim, com certeza. Vou voltar todos os dias para te ver.
   —Isso é bom. Alegrará meus dias.
   Thony balançou a cabeça em sinal positivo e foi entrar no caro... quando abriu a porta, gritou:
   —Ah! Espere, Caco... estava me esquecendo de algo.
   —O quê?
   No mesmo momento, Thony abraçou Caco e o beijou. Caco apoiou seu braço nos ombros de Thony, e também o beijou lentamente. Depois desse longo beijo, Caco disse a Thony:
   —Você já amou alguém no passado?
   —Vamos nos esquecer do passado... O melhor dia da vida é hoje. Se quiseres me amar, farei de sua vida um eterno hoje...
   —Tá vendo como você é poético?
   —Não sou não... apenas digo o que o peito diz.
   —Exatamente isso que um escritor faz.
   —Ah! Tanto faz... mas eu não sou... não nasci com esse dom.
   —Tudo bem. Te espero amanhã, okay?
   —Sim, pode esperar.
   Thony acenou a mão freneticamente para Caco afim de dizer até mais; entrou no carro, e foi para casa.


Quer saber o que vai acontecer na vida desses dois apaixonados? Acompanhe o próximo capítulo de
Amor proibido

NÃO PERCA

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sonhadora Apaixonada

TODA NOITE
TODOS OS DIAS
TODAS AS HORAS
TODOS OS MINUTOS
A SAUDADE
A VONTADE
O DESEJO
SEU CHEIRO
SEU GOSTO
SEU OLHAR
SEU JEITO
SUA PRESENÇA
SUA COMPANHIA
SEU CORPO
SEU CALOR
NÓS
NOSSA CAMA
NOSSO AMOR
NOSSA BAGUNÇA
TE QUERO
TE DESEJO
TE AMO
NADA IMPORTA
NOSSOS CORAÇÕES
NOSSAS VIDAS
O TESÃO
A SACIEDADE
EU E VOCÊ

SÔNIA PC

Definindo a Humanidade


Todas as vidas são amores,
Todos amores são vidas soltas...
Abandonadas,
Esquecidas e mortas.

Todas as vidas são tortas,
Linhas retas que se curvam,
E em meio ao sol se turvam,
Pois não conseguem mais abrirem portas.

Todos os amores são dores,
E todas elas são feitas de sangue...
Pela sociedade morta,
Pela realidade torta.

Todos os abandonos são ruins,
E os elogios são bons...
Ouvimos pelo ouvido os sons,
Falamos pela boca vibrações.

Sentimos o que gostamos...
O que achamos sofrido demais dizemos que passamos por essa barreira,
E mesmo pela vida inteira,
Ainda não aprendemos que devemos ser mais humanos.

A vida nos pede mais;
O mais nos pede tudo;
O tudo nos pede vida;
A vida nos pede amor, carinho e paz.

Mas a maldita raça humana,
Que acha que engana,
A Natureza,
Se esquece da beleza,
E de que ela mesmo nos chama,
Que a pureza da vida,
É o destino da paz.
Assim os fez... assim o faz.

Simon-Poeta

Filosofia do amor

O amor é o mais puro pecado,
Que lhe faz pecar por ele;
Ele é capaz de lhe deixar censurado,
E ainda sentes falta dele.
O amor lhe faz sonhar,
Os mais belos pesadelos,
Depois de um dia vulgar,
Esses "sonhos assustadores" lhe faz perder o medo.
O amor é o tapa que não dói,
O tiro que não mata,
O arrumador que destrói,
A fome mais farta.
O amor é o doce mais salgado;
O falso amor,
É aquele "desamado",
Aquele que machuca de um menino até um senhor.
Isto é o amor,
Aquele que te bate...
Mas não sentes dor;
Aquele que lhe humilha...
Mas do ódio não lhe deixa provar o sabor;
Que uma vez te ama,
É sincero,
Mas depois numa cama lhe abandona,
Este amor, não quero.
Essa é a filosofia do amor...
Vamos então filosofar?
Todos nós sabemos que a medida do amor;
É cada vez mais amar.

Simon-Poeta

Ideologia Demoníaca


Morria a pobre menina...
Estava envenenada.
Seria ela a sina,
De um futuro ou do nada?

Flutuava no ar,
Como se voasse...
Sim, ela sabia voar,
Se ao menos disso ela se lembrasse....

Cantava a pobre menina...
Como se ouvisse música clássica.
De Beethoven ouvia a quina sinfonia,
A música máxima.

De Nietzsche lia os pensamentos,
Pelas dores que sentia,
Se entregou aos lamentos,
De uma dura rotina.

Morreu então a pobre menina.
Se esqueceu que era um ajo...
Uma Obra Divina.
Morreu segurando seu banjo...

E na esquina,
Ninguém dava ideia,
A jovem menina,
Que era um ajo de odisseia.

Ah! Sofreu a pobre menina,
Como se sorrisse,
Ainda sorria,
Morreu a pobre Clarisse.

Nua, deitada na pedra,
Se entregou à luz,
Clarisse nada mais aceita ou nega...
Morreu só, cansada de carregar a pesada cruz,
Que puseram-na quando saiu do céu.
Assim, não usou mais véu,
Se tornou eternamente demoníaca...
Maníaca da perfeição.
Santa, pura... divina... sem coração.
Sem vida.

Simon-Poeta