segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Amor proibido - 2º Capítulo: Procurando o Amor


   Assim que Thony acordou, se arrumou e foi à metalúrgica... lá contava os minutos para poder sair daquela prisão, que há tempos era agradável, mas agora se tornava inútil e atrapalhava um futuro amor. Não ficava quieto ao menos um segundo... andava sua sala inteira e balançava os braços freneticamente como se isso resolveria alguma coisa. Via-se preso no escritório, mas não podia sair... não tinha documentos para assinar, projetos para avaliar... nada... simplesmente nada a fazer. Debruçava-se no laptop... pegava a caneta e começava bater a ponta na mesa. Só no tempo que ficou esperando, pediu treze xícaras de café para diminuir sua ansiedade, mas, como sempre, café não adianta em nada. Lá pelas onze e cinquenta e oito, começou a arrumar sua maleta para que não perdesse tempo arrumando aquilo depois do meio-dia. 
   Até que enfim, como se os anjos ajudassem, o ponteiro do relógio parou no número escrito em romano: XII. Sem delongas, sai
u da empresa sem se despedir de ninguém... pegou o carro que estava no estacionamento e foi para a editora. Chegando lá, se deparou com uma cena inimaginável: ninguém estava lá além dos porteiros. Thony, como se estivesse saído de si mesmo, perguntou a um dos porteiros que ficavam ali, parados sem mexer um músculo:
   —O que houve para os escritores saírem agora?
   —É sempre assim, meu senhor, ou achas que eles não almoçam? — Disse o porteiro com ar debochador.
   Thony decidiu que iria procurar o endereço desse tal Caiqui Martins nos arquivos, mas para isso, tinha que entrar, e fez isso. 
    Antes que os porteiros falassem algo, ele disse seu nome em um tom de ordem, impondo respeito para os debochadores. Não disseram nada, afinal, Thony era até parecido com o Sr. Waltter. Assim que entrou na editora, foi ao gabinete principal e ligou o computador... abriu logo os arquivos que citavam contatos e endereços dos escritores que ali trabalhavam. No primeiro documento, não teve sorte; no segundo, teve também azar; já no terceiro, a sorte reinou. Anotou o endereço em um papel e o telefone também, e foi a procura de Caco. Chegando no endereço destinado, tocou a campainha, mas ninguém atendeu... na segunda tentativa, teve sucesso e uma empregada tinha se manifestado:
   —Quem o senhor procura?
   —Estou querendo falar com o senhor Caiqui Martins, será que ele está disponível?
   —Ah! Sim... vou chamá-lo, mas enquanto isso, pode esperar aqui no sofá.
   Quando viu Caco descendo da escadaria, ficou mudo... não sabia como reagir com a boa energia que ele transmitia. Sempre cheio de paz e um doce olhar... (Thony não havia percebido isso em Caco no dia em que o encontrou no hospital). 
   —Oi, tudo bem? Se não me engano és o Sr. Thony...
   —Sim, sou Thony, mas pode me chamar de você mesmo... (gargalhou em alto tom).
   —Ah! Okay, Thony... a que devo a visita?... Ah! E antes que lhe iluda, digo que tenho que voltar já para a editora.
   —Sim, mas não quero muito tempo seu.
   —Ah! Bom... mas, posso saber o motivo da grande honra de ter o presidente da NCN em minha casa?
   —É... (gaguejou Thony sem saber o que dizer) ah! É mesmo, vim saber se podemos jantar um dia desses, ou tomar um café... sei lá!
   —Sim, podemos... mas, tens algum motivo ou assunto específico para tratarmos?
   —Nenhum outro além de nos conhecermos (esboçou um lindo sorriso na face).
   —Em que restaurante vamos?
   —Ah! Eu estava pensando em uma coisa diferente, tipo... um restaurante japonês, ou italiano... você quem sabe.
   —Okay, mas pode ser no japonês? Tenho que manter a forma.
   —Sim, é claro que pode!
   —Então tá... combinado, não é? Ah! Mas que dia vamos?
   —Pode ser amanhã?
   —Quantas horas?
   —Às 20:00h, você pode?
   —Sim, posso.
   —Então okay... quer que eu venha te buscar?
   —Não precisa, vou de ônibus mesmo.
   —Não, faço questão!
   —Okay... pode vir sim.
   —Me aguarde, tá?
   —Tudo bem, mas agora me desculpe... tenho que ir para a editora o mais rápido possível.
   —Quer que eu te leve?
   —Seria bom.
   —Tudo bem. Vamos?
   —Espere aí... tenho que pegar uma pasta com os projetos de hoje.
   —Okay.
   Quando Caco apareceu com a pasta na mão, Thony já foi para o carro, sem nada dizer. 
   Chegando na editora, disse para Caco:
   —Eu posso abrir a porta?
   —Hã? Como assim?
   —Ser educado... abrir a porta...
   —Não, não... muito obrigado. (Ele se preocupa por qualquer coisa, não é? — Pensou Caco).
   —Então tudo bem... bom serviço!
   Thony voltou ao trabalho também.

Quer saber o que vai acontecer no próximo capítulo? Será que Caco vai dizer a Thony que também é homossexual? Será que esse amor vai longe?
Amor proibido

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