terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Amor proibido - 3º Capítulo: O Jantar


   Quando acabou de cumprir seus deveres na metalúrgica, Thony voltou para casa... nada de bom e diferente acontecera naquela noite... apenas o desejo de saber se seu sentimento era vão ou não. Thony, como de costume, tomou banho, colocou um pijama e foi dormir, mas como nos últimos dias, não estava conseguido fazer esse ato como se deve... ficava a noite inteira pensando em Caco. Virava para um lado, olhava pro outro... procurava alguém em sua cama, mas ninguém estava ali. Descobriu então, que depois de tanto se dedicar ao trabalho, ficara sozinho, sem mesmo uma companhia para conversar. Muitas pessoas já se interessaram por Thony, mas ele disse não, pois preferia o trabalho... vem o arrependimento de não ter aproveitado companhias para se dedicar ao trabalho.
   Respirou fundo, e exclamou:
   —Ai, ai! Quem me dera se Caco estivesse entrado antes em minha vida... não seria tão apegado ao trabalho como sou agora.
   A empregada, preocupada, gritou do quarto onde dormia:
   —Tudo bem contigo, Sr. Thomas?
   —Sim... estou lendo! (Disse Thony envergonhado).
   Depois de ter passado esse vexame, Thony dormiu... mas dormiu lindamente, como não havia dormido há semanas. Parece até que o amor de sua vida estava ao seu lado, te protegendo, confortando e dando carinho. Na verdade Thony estava no início da loucura. Já não suportava mais viver sozinho... sem ser amado por alguém.
   Até que enfim, amanheceu... Thony acordou pois era chamado pela empregada, que batia freneticamente na porta dizendo:
   —Sr. Thomas! Sr. Thomas! Acorde, já está na hora de trabalhar!
   —Não vou ao serviço hoje. (Disse Thony).
   —O senhor está passando mal? (Perguntou a empregada preocupada, pois jamais ouviu isso de Thony).
   —Não... apenas quero descansar!
   A empregada ligou para a secretária de Thony e disse que ele não iria trabalhar... poderia desmarcar todos os compromissos. A secretária também estranhando a atitude de Thomas, perguntou a empregada:
   —Ele está passando mal?
   —Disse que não, mas esses dias anda estranho...
   —Será o que está havendo, hein? Notei mesmo uma diferença nele.
   —Ah! Não sei... mas ontem ouvi ele falando em voz alta: "Ai, ai! Quem me dera se Caco estivesse entrado antes em minha vida... não seria tão apegado ao trabalho como sou agora."
   —Nossa, estranho... há dias atrás ele vem comprando muitos livros desse tal Caco Virgl.
   —Pois é! Estou preocupada com ele.
   —Será que ele é homossexual?
   —Não seja louca de dizer isto! Se alguém ouvir ele pode ficar sabendo e te demitir.
   —Apenas perguntei... a senhora já viu algum movimento estranho de homens aí?
   —Ele nunca trouxe ninguém aqui... nem mulheres nem homens. Até seu próprio pai veio aqui apenas umas duas vezes.
   —Até mais, tenho que desligar... 
   —Tchau!
   Depois disso, a empregada ficou desconfiada de Thony, pensando seriamente no que a secretária disse... mas não fez nada... nem mexeu nas coisas de Thomas, nem bisbilhotou seus arquivos no computador... apenas ficou desconfiada.
   19h e 30min e nada de Thony sair do quarto... nem se alimentou... até que quando o relógio anunciou 19h  e 40min, Thony saiu correndo do quarto; já arrumado e perfumado, perguntou a empregada onde estava a chave do carro, e ela respondeu acenando, que estava na mesa de centro da sala de estar. Ele pegou a chave e foi correndo para o carro. Chegou na casa de Caco às 19h e 50min, buzinando exageradamente. Nada resolveu... então, desceu do carro e pediu a empregada de Caco que o deixasse entrar e esperar na sala. Caco exclamou em um grito, de lá do quarto:
   —Espere um pouco... estou me arrumando!
   —Você sabia que eu odeio atrasos? — Disse Thony sorrindo.
   —Okay, você pode odiar, mas eu ainda amo sair de casa bem arrumado.
   —Tudo bem... mas espero da próxima vez te encontrar arrumado.
   —Mas que próxima vez? Quem te falou isso?
   —Não sairemos mais vezes?
   —Deixe que o destino diga!
   —Ah! Não acredito em destino, sorte ou azar...
   —Você pode não acreditar, mas eles existem.
   —Tudo bem, mas agora vamos ir?
   —Sim...
   No mesmo instante, desceu Caco da escada, com uma camisa social (para agradar Thony)... mas de nada adiantou... Thony estava com uma camisa normal, com a intensão principal de agradar Caco. Os dois se olharam e se estranharam:
   —Você assim? Nunca te imaginei vestindo esse estilo de roupa! (Disse Caco a Thony).
   —Pois é... nem eu te imaginei assim.
   —Hum... pra sua informação eu ando assim sempre, tá?
   —Quantas vezes foi esse sempre?
   —Hum... deixe-me ver... acho que foram duas vezes.
   Caco e Thony sorriram... nesse instante, um olhar pôde valer mais que mil palavras e poemas... qualquer coisa era inferior àquele olhar.
   —Bom, vamos ao restaurante? (Disse Caco).
   —Sim... chegaremos duas horas atrasados pela sua culpa.
   —Olha, que mentira... passaram-se apenas dez minutos!
   —E achas isso pouco?
   —Pra quem quer viver muito, como eu, sim.
   Esse simples frase fez Thony pensar: "Será que eu estou vivendo intensamente como se deve ser vivido? Acho que devo ser mais humano."
   Entraram no carro e foram rumo ao restaurante de origem japonesa... um dos melhores de São Paulo. Chegando lá, sentaram na mesa que Thony havia reservado antes. Começaram a conversar... discutiram seus modos de pensar e suas vidas. Thony, segurou a mão de Caco, e com um sorriso, tocou na alma do nobre poeta... Thony então deu um sinal ao garçom... do nada, a voz de Ivan Lins, cantava Eu Sei Que Vou Te Amar... Caco então disse:
   —Ei... eu preciso de um papel e de uma caneta.
   —Mas, pra quê?
   —A inspiração... quando ela vem você tem que a colocar no papel.
   —Mas... você vai deixar nosso encontro de lado?
   —Não... eu escrevo rápido.
   Thony pediu para que o garçom providenciasse o que preciso fosse. Quando trouxe, Caco começou:


Se fosse comigo feliz, 
Iria perceber,
Que seu olhar me diz,
O que deve prevalecer.

O amor nos convence...
Mesmo à distância, nos tocamos.
Minha alma faz com que penses,
Que dois somos um, e esse um são ambos.

Queria me declarar...
Queres também isso fazer,
Mas a magia de amar

É movida a prazer...
O meu prazer seria maior ainda,
Se dissesse que me ama, com um sorriso em tua face linda.

   Em baixo desse poema escreveu: "Thony, quer me conhecer melhor? Ass.: Caco Virgl."
   Assim que Caco entregou o papel em que isso estava escrito para Thony, uma lágrima fugiu de suas retinas, e, em estado de choque, disse:
   —É tudo que eu mais quero!
   
Thony e Caco se abraçaram, e sentiam algo diferente, que nunca haviam sentido antes... seria esse o amor que teria um futuro convincente e que deixar Thony e Caco felizes enquanto estivessem juntos? Acompanhe o próximo capítulo de
Amor proibido

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