sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Canção: Pobre Menina

Estava sozinha,
Monótona na cozinha,
A pobre menina,
A ouvir Gustav Mahler...

Triste, tristinha,
A desgraça que havia,
Na mordaça do peito,
O respeito não existia.

Estava a menina,
A cortar o seu pulso...
A sua sina,
Era um alto custo.

Pobre menina,
Sua desgraça é tão infinita,
Sua morte é tão certeira,
Oh! Menina verdadeira.

Quinta sinfonia,
Adagietto, ela ouvia...
De Gustav Mahler,
Pra tirar os seus males,
(Ou os acrescentar.)

Chorava a menina,
E de dor extrema sorria,
Pois não sabia,
Que amanhã seria outro dia.

Morre a menina,
A ouvir uma canção divina,
Uma rosa escarlate em tuas mãos,
O ódio no coração.

Triste retina,
Que presenciou a morte da rapariga,
Pois não sabia,
 Que tudo era utopia.

Morre a menina,
A ouvir uma canção divina,
Uma rosa escarlate em tuas mãos,
O ódio no coração.
(No coração.)

Triste retina,
Que presenciou a morte da rapariga,
Pois não sabia,
 Que tudo era utopia.
E passou...
E passou...
Já passou...
Vai passar...

Simon-Poeta

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